quarta-feira, 16 de setembro de 2009

AH... SE A NOVELA FIZESSE MILAGRE....




Para um ocidental moderno, o inidivíduo é o elemento primordal. Uma classe, uma seita, uma igreja, um partido político e até mesmo uma nação são conjunto de individuos. Isso é o que distingue a Socidade democrática moderna das sociedades aristocráticas do passado, nas quais pertenciam à nobreza, ao estado livre, ao campesinato e a este ou àquele ofício, segundo a família de que se procedia.

A familia era a unidade básica. Na ìndia a unidade é a casta. Essa é a realidade primeira e a última. Pois bem, o que é que distingue uma casta da outra? Em primeiro lugar, diferentemente de nossas classes, o sinal distintivo da casta é uma noção religiosa, não economica nem politica. Essa noção, como quase tudo que pertence ao domínio do sagrado, desdobra-se no puro e no impuro.

Para nós, a classe está associada ao poder e a riqueza. O critério que no Ocidente rege as hierarquias sociais é o de uma ordem que vai do inferior ao superior fundado na dominação, seja política ou econômica. As castas também são elementos do sistema hierárquico hindu, porém o fundamento dessa ordem não é o poder nem dinheiro, mas sim uma noção religosa: a pureza e a impureza.

Quanto temos que aprender com nossos irmãos orientais, resgatando nossos valores sociais, morais e éticos, para podermos viver em harmonia em nossos relacionamentos e na própria sociedade. Apesar de sua profunda unidade, precisamos resgatar os valores da Familia ocidental, que é individualista e enraizada em conceitos torpes, frutos de um Capitalismo Selvagem.

terça-feira, 28 de julho de 2009

PROJETOS PREDATÓRIOS DA FLORESTA

O perfil fundiário do Território e a expansão da fronteira agropecuária em Rondônia, teve início a partir de 1970 com a implantação dos Projetos de Colonização Oficial do Governo Federal, gerenciados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA. Alterando assim, a maior parte da estrutura de posse e uso da terra por meio da substituição de grandes áreas de seringais nativos por um novo contexto fundiário, inserindo a fronteira agrícola no sistema produtivo nacional com grande incentivo para a pecuária bovina.
Os principais fatores que caracterizaram o tipo de ocupação que ocorreu em Rondônia entre 1970 e 1990 foram:

,
• O aumento da ocupação rural pela atividade agropecuária, refletindo o abandono do padrão típico Amazônico que era característico até 1960, provocando uma explosão da exploração predatória do extrativismo vegetal com corte raso das florestas para o preparo da área e exploração de madeiras de lei (madeiras nobres);
• Formação de um eixo econômico ao longo da BR-364, na parte central do Estado, com a perda da importância da ocupação ribeirinha. Ganham importância as cidades surgidas em função dos Projetos de Colonização, como Ouro Preto do Oeste, Cacoal, Jaru, Rolim de Moura e Ariquemes;
• A partir de 1985, inverte-se o fluxo com os migrantes, que passam a procurar mais as áreas urbanas e a ocupação no setor secundário e terciário da economia;
• A área ocupada com imóveis rurais que correspondia em 1970 a 7% atinge em 1991 cerca de 57% da área territorial de Rondônia.
A atuação do INCRA em Rondônia deu-se por meio dos Projetos Fundiários, Projetos Integrados de Colonização, Projetos de Assentamento Dirigido, Projetos de Assentamentos Rápido e, mais recentemente, da implantação da política de Reforma agrária.
Na maioria das vezes o agricultor recebia as terras sem nenhum apoio logistico tendo que enfrentar a floresta com a cara e a coragem, muitos foram pioneiros em meio a matas e com muita determinação formaram vilarejos, que tornaram-se mais tarde vilas, comarcas, distritos e na atualidade grandes munícipios.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A AMAZÔNIA É NOSSA!!!!!!

Durante debate recente em uma Universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do Distrito Federal e ex-Ministro da Educação, Senador Cristovam Buarque, foiquestionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo
que esperava a resposta de um humanista
e não de um brasileiro.Segundo Cristóvão, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como
o ponto de partida para a sua resposta:" De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria
contra a internacionalização da Amazônia.
Por mais que nossos governos não tenham o
devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.Como humanista, sentindo o risco da degradação
ambiental que sofre a Amazônia,
posso imaginar a sua internacionalização,
como também de tudo o mais que tem
importância para a Humanidade.Se a Amazônia, sob uma óptica humanista,
deve ser internacionalizada, internacionalizemos
também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar
da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro.Apesar disso, os donos das reservas sentem-se
no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo
e subir ou não o seu preço.Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos
deveria ser internacionalizado.Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos,
ela não pode ser queimada pela vontade de um dono,
ou de um País.Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego
provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros navolúpia da especulação.Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo.
O Louvre não deve pertencer apenas a França.Cada museu do mundo é guardião das mais
belas peças produzidas pelo gênio humano.Não se pode deixar esse patrimônio cultural,
como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado
e destruído pelo gosto de umproprietário ou de um País.Não faz muito, um milionário japonês,
decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre.Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.Durante este encontro, as Nações Unidas
estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns
presidentes de países tiveram dificuldades emcomparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.Por isso, eu acho que Nova York, como sede das
Nações Unidas, deve ser internacionalizada.
Pelo menos Manhatan deveria pertencer
a toda a Humanidade.Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres,
Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade,
com sua beleza específica, sua história do mundo,deveria pertencer ao mundo inteiro.Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia,
pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenaisnucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes
de usar essas armas, provocando uma destruição
milhares de vezes maior do que as lamentáveis
queimadas feitas nas florestas do Brasil.Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência
dos EUA tem defendido a idéia de internacionalizar a
s reservas florestais do mundo em troca da dívida.Comecemos usando essa dívida para garantir
que cada criança do mundo tenha possibilidade
de COMER e de ir a escola.
Internacionalizemos as Crianças tratando-as,
todas elas, não importando o país onde nasceram,
como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazônia.Quando os dirigentes tratarem as crianças
pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade,
eles não deixarão que elas trabalhem quando
deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.Como humanista, aceito defender a internacionalização
do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar
como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa.
Só nossa !

Prof. V aldeci

domingo, 19 de julho de 2009

DESEMPREGO: O MAL DO SÉCULO

Após quase 70 da publicação de "O mal-estar na civilização", texto exemplar e modernista da psicanálise, que deu o prêmio Goethe a Freud, constatamos que a modernidade ainda não trouxe a tão "sonhada felicidade". O iluminismo não tinha tantas luzes para iluminar a civilização. Para Freud, o mal-estar surge com o desenvolvimento da civilização e, é impossível, sustentar a crença de uma humanidade feliz e sem sofrimento. Freud explorou as forças mais enigmáticas da natureza humana, como as pulsões de morte. Sobre a pulsão de morte, Betty Fuks escreve: "quando dirigida ao exterior do sujeito para prestar serviços à lógica do aniquilamento do outro, o que é a base de todas as guerras e dos assassinatos, a pulsão de destruição dissolve e destrói, ruidosamente, tudo o que a vida e a cultura constroem". Fuks. (2006:39)
No texto "Os traumas da modernidade", o filósofo Sérgio Paulo Rouanet, revela que temos épocas traumatogênicas e que desde a origem da humanidade, o homem está exposto a situações de trauma psíquico. Trauma quer dizer ferida em grego e pode ser definida como reação de pânico diante de situações de violência extrema. As situações traumáticas estão sempre ligadas a perdas que exigem um trabalho de luto que nem sempre é bem-sucedido. O desemprego, flagelo do nosso tempo, é uma das fontes mais profundas de traumas. O desemprego estrutural atinge tanto os paises ricos quanto os pobres, em que a vaga do trabalhador é substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos. O sujeito desempregado encontra-se sem perspectivas de conseguir outro emprego e se vê sem saída e solitário. O sujeito sente-se à margem da sociedade, sem referências e sem identidade.
Ainda podemos ressaltar a chamada "síndrome dos sobreviventes", onde a angústia e o medo acompanham os "não demitidos". O sujeito "não demitido" é uma pessoa angustiada, vivendo na expectativa de perder o emprego, muitas vezes no auge de sua carreira, e de suas habilidades e expertise. No texto "Inibição, sintoma e angústia", Freud mostra que a angústia relaciona-se a uma expectativa, a uma espera ansiosa de algo ruim que pode acontecer. O sujeito fica ao sabor dos acontecimentos, tais como a perda de um emprego, um assalto, uma catástrofe ambiental, um ataque terrorista ou a perda de um ente querido. Ele pergunta: "Como vou pagar as contas no final do mês? Serei excluído desse grupo? Qual é o meu lugar neste mundo?". O sintoma é uma das saídas da angústia.
O desemprego tem conseqüências psicológicas devastadoras para o sujeito. Nenhum emprego é garantido e nenhuma posição é inteiramente segura e ainda nenhuma perícia é de utilidade duradoura. O meio de vida e a posição social podem desvanecer-se da noite para o dia. As utopias modernas julgavam que a sabedoria hoje aprendida permaneceria sábia amanhã e as habilidades adquiridas pela vida conservariam sua utilidade para sempre; o que não se vê hoje neste mundo pós-moderno. Há pouco espaço para o planejamento de longo prazo e pouquíssimo tempo para projetar esperanças de longo alcance. O sujeito vive uma vida sob condição de incerteza e essa "incertização" exerce um enorme impacto psicológico. O desaparecimento do emprego é apenas uma dimensão, altamente sintomática, desse processo pós-moderno, denuncia o sociólogo Zygmunt Baulman, no livro "O mal-estar da pós-modernidade". Betty Fuks, no livro "Freud e a cultura", faz a seguinte reflexão: "ninguém pode ignorar que nos dias atuais ressurge a dimensão catastrófica do psiquismo, abrindo uma brecha no centro de novas formas do mal-estar na civilização, como a passagem ao ato violento na delinqüência, as toxicomanias, o totalitarismo que se coloca acima da lei, o fundamentalismo como instrumento da lei divina etc. A existência desses novos sintomas põe à prova o dever da psicanálise". Fuks (2003:64).
É fundamental não só os psicanalistas, mas todas as áreas de conhecimento refeltirem e proporem saídas para o nosso tempo. O trabalho psicanalítico impõe ao psicanalista o destino de se tornar um crítico da cultura que testemunha. Isso significa ir adiante à herança e aos impasses transmitidos por Freud que, ao descobrir o inconsciente, fez uma aguda reflexão dos mecanismos e sintomas culturais que mais chamaram sua atenção. Para Freud e Lacan, o sujeito é marcado, de forma indelével, por representações sociais e políticas de seu tempo.